Marx e a Luta de Classes: Do Manifesto ao Legado no Século XXI O pensamento de Karl Marx, imerso nas transformações do século XIX e influenciado por pensadores como Hegel e Feuerbach, oferece uma crítica estrutural ao capitalismo. Sua trajetória pessoal, marcada pelo exílio em Londres, pavimentou o caminho para obras seminais como o “Manifesto Comunista” e “O Capital”, onde a teoria do materialismo histórico e da mais-valia ganham contornos precisos. No cerne de sua análise, a luta de classes emerge como força motriz da história. Para Marx, as relações materiais de produção moldam a sociedade, dividida principalmente entre a burguesia, detentora dos meios de produção, e o proletariado, vendedor da força de trabalho. Essa relação, intrinsecamente exploratória, engendra um conflito constante, impulsionado pela busca da burguesia por lucros e pela luta do proletariado por melhores condições. A crença na consciência de classe do proletariado, capaz de desencadear uma revolução para derrubar o capitalismo, culmina na visão de uma sociedade socialista em transição para o comunismo: um estado utópico sem classes, Estado ou propriedade privada. Embora a materialização do comunismo como sistema político tenha se mostrado falha, a análise marxista das contradições do capitalismo e das desigualdades sociais perpetua sua relevância. A luta de classes, como “motor da história”, impulsionou movimentos sociais e debates políticos no século XX, e suas nuances continuam a ser discutidas na contemporaneidade, com diferentes interpretações e críticas à sua aplicabilidade.
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